Documento enviado ao STF expõe a rotina de Bolsonaro durante custódia na Papudinha - Justiça
POLÍCIA

Documento enviado ao STF expõe a rotina de Bolsonaro durante custódia na Papudinha

Relatório detalha a rotina de Bolsonaro entre 15 e 27 de janeiro, incluindo atendimentos médicos, perícia da PF e visitas familiares


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Um relatório encaminhado pela PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) ao STF (Supremo Tribunal Federal) detalha a rotina do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro durante o período em que esteve custodiado entre 15 e 27 de janeiro de 2026, na Papudinha. O documento foi enviado em cumprimento a despacho do ministro Alexandre de Moraes e reúne registros diários sobre atendimentos médicos, visitas, atividades físicas, assistência religiosa e encontros com advogados.

De acordo com o ofício, Bolsonaro recebeu atendimentos médicos frequentes, realizados principalmente por profissionais da SES-DF (Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal), além de médicos particulares. As avaliações, segundo a PMDF, tiveram caráter predominantemente clínico e preventivo, com monitoramento de sinais vitais e do estado geral de saúde. Em alguns dias, também foram registradas sessões de fisioterapia.

  
Documento enviado ao STF expõe a rotina de Bolsonaro durante custódia na Papudinha
Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo
 
 
 

O relatório aponta que o ex-presidente realizou atividades físicas leves, sobretudo caminhadas, em horários previamente controlados. Não houve, no período analisado, registro de atividade laboral nem de remição de pena por leitura.

As visitas ocorreram de forma pontual. Bolsonaro recebeu a esposa, Michelle Bolsonaro, em mais de uma ocasião, e o filho Carlos Bolsonaro, com horários e datas discriminados pela custódia. Também há registros de atendimentos regulares de advogados, com a identificação dos profissionais e o tempo de permanência.

Em um dos dias, a PMDF comunicou a realização de perícia da Polícia Federal nas dependências do 19º Batalhão da PM, onde o ex-presidente estava custodiado. O documento também menciona a presença eventual de capelania, sem detalhar o conteúdo do atendimento religioso.

Ao final, a Polícia Militar ressalta que todas as informações prestadas seguem registros administrativos e operacionais da unidade responsável pela custódia, em observância às determinações do Supremo Tribunal Federal.

Condenação

Antes de ser transferido para a custódia PMDF , Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpria pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo STF. A condenação, feita pela Primeira Turma do STF, considerou o ex-presidente culpado pela liderança de uma trama para tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e promover um golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022, além de crimes como participação em organização criminosa armada, dano qualificado por violência e ameaça grave e deterioração de patrimônio histórico tombado.

Fonte: R7


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