OAB envia ofício a Fachin e pede fim do inquérito das fake news - Justiça
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OAB envia ofício a Fachin e pede fim do inquérito das fake news

Ordem dos Advogados do Brasil também pede ao Supremo Tribunal Federal que não sejam abertos procedimentos semelhantes na Corte


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A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) protocolou, nesta segunda-feira (23), uma manifestação ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, para pedir o encerramento do inquérito das fake news, que tramita na Corte há quase sete anos.

No documento, a organização solicita uma audiência com Fachin e relata ter “extrema preocupação institucional” com investigações jurídicas de longa duração. Além disso, pede que não sejam abertos procedimentos “com conformação semelhante” e a adoção de providências para a conclusão dos chamados “inquéritos de natureza perpétua”.

 
Entidade de classe enviou documento ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, nesta segunda (23)
Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo
 

A Ordem também argumenta ser “inegável” que a abertura do inquérito se deu em um “ambiente de grave tensão institucional”, mas sustenta que esse cenário foi superado e, assim, “impõe-se redobrada atenção aos parâmetros constitucionais que regem a persecução estatal”.

Inquérito das fake news

O STF abriu o Inquérito nº 4.781 em 2019, para investigar a disseminação de falsas informações e ameaças, bem como um esquemas de financiamento de ataques coordenados, contra os ministros da Corte e as instituições democráticas.

O processo, iniciado sem pedido do Ministério Público ou duração definida, segue sob relatoria de Alexandre de Moraes. A investigação atingiu empresários, parlamentares e influenciadores.

Na última semana, o inquérito ganhou novo desdobramento. A PF (Polícia Federal) efetuou uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a servidores públicos suspeitos de vazar dados da Receita Federal que envolviam autoridades.

A decisão de autorizar a força-tarefa partiu de Moraes. Ele afirmou que as investigações iniciais demonstraram a existência de “bloco de acessos cuja análise pelas áreas responsáveis não identificou justificativa funcional”.

Fonte: R7


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