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Era dia 4 de janeiro, um domingo comum que ficou marcado para o povo de Bacabal, no interior do Maranhão, que ainda espera o desfecho dessa história tão misteriosa.
Já são treze dias de buscas, mas só entre ontem (15) e hoje (16) chegou a principal pista, a confirmação por parte de quatro cães farejadores. As três crianças realmente estiveram juntas onde Kauan, o único localizado, falou para as psicólogas.

O local dentro da mata, que fica perto do rio Mearim e do ponto onde Kauan foi encontrado, tem casas de apoio de pescadores, chamadas de tapiri. O primo indica que Ágatha Isabelly e Allan Michael ficaram por ali, enquanto ele foi procurar ajuda depois de três noites e quatro dias perdidos.
Os cães de faro de desaparecidos levaram os tutores em direção ao rio Mearim, que deságua no mar e banha várias cidades do estado do Maranhão. Pelas águas do rio, algo pode ter acontecido com as crianças, e a Polícia Civil ainda não crava o que teria sido.
Ataque animal, rapto de barco, afogamento? Nenhuma linha de investigação é descartada.
Povoado São Sebastião dos Pretos, 16 de janeiro de 2026
Há 13 dias, três crianças brincavam no povoado quilombola centenário São Sebastião dos Pretos. Eram cerca de 50 metros de distância da casa da família. Isabelly, de seis anos, Michael, de quatro, e o primo Kauan, de oito anos.
A mãe diz que os irmãos pequenos não tinham costume de andar na mata, nem andavam tanto com o primo. As crianças desaparecidas também têm um irmão de oito anos que, por sorte, ficou em casa. Os dois e o primo entraram na mata que cerca o povoado. Kauan foi encontrado quatro dias depois, bastante debilitado, desidratado e desnutrido, não conseguia ficar em pé. Foi socorrido por um carroceiro.
As buscas oficiais começaram já no mesmo dia do sumiço, cerca de quatro horas depois que a avó sentiu falta das crianças e comunicou a filha Clarice. A mãe das crianças estava em um sítio com o namorado, e os filhos ficaram sob os cuidados da avó.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, fez algo inesperado: montou superestruturas em dois pontos da cidade. A BASE1 no quilombo de onde desapareceram, e a BASE 2 na Fazenda Santa Rosa, onde Kauan foi encontrado.
Uma recompensa de R$ 20 mil foi oferecida pela prefeitura por informações concretas que levem até o paradeiro das crianças desaparecidas. Chovem ligações, mas faltam pistas. Sem descartar nenhuma linha de investigação, seguimos para o 14º dia sem qualquer prova ou testemunha do que aconteceu.
Na frente da casa, a mãe e a família esperam por notícias. Calados. Sofridos.
O povoado também cala. O clima é de luto.
O que se fala ou se acha é só pelas entrelinhas. Se fala em ritual, Dia de Reis, oferenda, magia negra.
Uma área de 45 quadrantes, de 90 mil metros quadrados. São 4.50.000 (quatro milhões e cinquenta mil metros) de mata, além do Rio Mearim que deságua no mar e banha todo o estado do Maranhão.
Uma imensidão de natureza selvagem e mistérios que envolvem o sumiço de Ágatha Isabelly e Allan Michael.
Fonte: R7