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A Polícia Militar do Piauí decidiu pela expulsão do cabo Valério de Sousa Caldas Neto réu pela morte do policial civil Alexsandro Cavalcante Ferreira, em 13 de setembro de 2023, na cidade de Parnaíba, litoral do Piauí. A medida foi assinada pelo comandante-geral Scheiwann Lopes e publicada nessa terça-feira (26), após processo analisado pelo Conselho de Disciplina da corporação.
De acordo com a portaria, "o acusado feriu os preceitos morais e éticos que balizam a vida castrense. Abdicou das normas e da doutrina de segurança praticando as transgressões disciplinares que foi acusado, além de não ter atuado para minimizar as consequências de seus atos, devendo, portanto, ser submetido ao crivo disciplinar da Lei nº 7.725/2022".

O processo disciplinar foi encerrado em agosto de 2025, e, diante da ausência de impetração de recursos administrativos dentro do prazo previsto pela PM, a decisão passou a ser considerada "coisa julgada administrativa".
O comandante determinou o recolhimento dos uniformes e insígnias de uso privativo da corporação, dos documentos de identidade militar, do porte de arma de fogo e outros bens e objetos pertencentes à instituição que estiverem em poder de Valério.
Entenda o caso
Um policial militar, identificado como cabo Valério Neto, foi preso suspeito de ser o assassino do policial civil Alexsandro Cavalcante Ferreira. O caso foi registrado na madrugada do dia 13 de setembro de 2023, na cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí. O PM se apresentou à autoridade policial na Central de Flagrantes da cidade. A informação foi confirmada pelo delegado-geral, Luccy Keiko.
Alexsandro era escrivão da Delegacia da Mulher de Parnaíba e teve a arma levada durante a ação criminosa. O policial foi encontrado morto na calçada de uma residência nas primeiras horas da manhã.
Ainda não há informações sobre a motivação do crime. "O procedimento está acontecendo não se tem notícia formal do depoimento prestado por ele. Se sabe que foi mais de um disparo. A equipe de investigadores está nas ruas para esclarecer a dinâmica e, naturalmente, a motivação desse fato", disse o delegado Luccy Keiko à TV Antena 10.
A arma do policial civil, que havia sido levada pelo autor do crime, foi entregue por ele na unidade de segurança. A arma do PM também foi apreendida.
Fonte: Portal A10+