Polícia Civil cumpre mandados contra envolvidos no maior esquema de pirâmide financeira já registrado no Piauí - Polícia
POLÍCIA

Polícia Civil cumpre mandados contra envolvidos no maior esquema de pirâmide financeira já registrado no Piauí

Investigação aponta movimentação superior a R$ 440 milhões; mandados foram cumpridos no Maranhão e em Teresina


📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) deflagrou, nesta segunda-feira (22), a segunda fase da 'Operação Extrema Confiança', que investiga o maior esquema de pirâmide financeira já registrado na história do estado em volume de recursos movimentados. A ação teve como alvo integrantes de uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários por meio de falsas promessas de investimentos na Bolsa de Valores.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra dois investigados identificados pelas iniciais E. A. A., de 40 anos, e I. de S. S., de 28 anos, nas cidades de Timon e São Luís, no Maranhão. Em Teresina, foi cumprida uma medida cautelar diversa da prisão contra um terceiro envolvido, identificado pelas iniciais J. de L. S. R., também de 28 anos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso é responsável pelo maior “Esquema Ponzi”, uma modalidade de pirâmide financeira, já identificada no estado. O nome da operação faz referência à confiança depositada pelas vítimas nos responsáveis pelo esquema, que, em muitos casos, chegaram a investir economias acumuladas ao longo de toda a vida.

Com o avanço das investigações, os policiais reuniram elementos que apontam a participação dos suspeitos em crimes como estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Além das prisões, a estratégia das autoridades tem como foco atingir o patrimônio dos investigados, rastreando e bloqueando recursos financeiros supostamente obtidos por meio do esquema.

Ao detalhar o andamento do caso, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, explicou que a investigação está na fase final e que os próximos passos incluem a formalização dos indiciamentos e a definição das acusações contra os envolvidos.

  
Polícia Civil cumpre mandados contra envolvidos no maior esquema de pirâmide financeira já registrado no Piauí Reprodução
 
 
 

“O inquérito segue na sua fase de conclusão. Com a elaboração do relatório final, o delegado Luciano Alcântara formalizará o indiciamento dos envolvidos e a capitulação dos crimes praticados. O montante total desviado pelo esquema segue em análise e os detalhes contábeis serão divulgados assim que a auditoria for finalizada”, informou o delegado-geral.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o grupo atraía investidores com a promessa de ganhos mensais de até 10% sobre os valores aplicados, supostamente obtidos por meio de operações na Bolsa de Valores brasileira (B3). Para conferir aparência de legalidade ao negócio e transmitir credibilidade aos clientes, os suspeitos criaram uma empresa de fachada registrada na Junta Comercial do Piauí sob o nome “Xtreme Trade”.

A estimativa das autoridades é que mais de 300 pessoas tenham sido vítimas do golpe, principalmente nos estados do Piauí e do Maranhão. Levantamentos realizados pela Polícia Civil apontam que, ao longo de aproximadamente dois anos e meio, a empresa “Xtreme Trade” e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões em operações de crédito e débito. O valor faz com que a fraude seja considerada a maior já registrada no Piauí em volume de recursos movimentados.

Alerta aos investidores

Diante da dimensão do caso, a Polícia Civil reforçou o alerta para que a população tenha cautela diante de propostas de investimentos com promessas de rentabilidade elevada e garantida, especialmente quando os lucros anunciados estão muito acima da média praticada pelo mercado financeiro.

A recomendação é que, antes de realizar qualquer aplicação financeira, os investidores verifiquem se a empresa ou profissional possui autorização e certificações emitidas pelos órgãos reguladores competentes. A instituição também destacou que continuará atuando no combate aos crimes financeiros, independentemente do estado onde os investigados estejam localizados.

A ação foi coordenada pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, com apoio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Piauí (GAECO/MPPI) e da Polícia Civil do Maranhão.

Fonte: Portal A10+


Dê sua opinião:

Fique conectado

Inscreva-se na nossa lista de emails para receber as principais notícias!

*nós não fazemos spam

Em destaque

Enquete

Qual conteúdo você gosta de acompanhar no A10mais?

ver resultado