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(Atualizada às 11h37)
A Polícia Civil do Piauí prendeu, em Teresina, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, 36 anos, investigada por agredir uma empregada doméstica gestante no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA). A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (07), no bairro São Cristóvão, na zona Leste da capital.
Conforme a denúncia, a vítima foi arrastada pelos cabelos, sofreu coronhadas e teve uma arma colocada em sua boca, após a ex-patroa acusar a doméstica de ter roubado uma joia. O fato teria sido registrado no dia 17 de abril desse ano.

A TV Antena 10 e o A10+ apuraram que ela teria vindo para Teresina para ficar na casa de um tio. No entanto, Carolina foi localizada em um posto de combustíveis acompanhada do marido e do filho de 08 anos de idade. Contra ela havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Maranhão pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, informou que a prisão ocorreu após troca de informações entre as forças de segurança do Maranhão e Piauí. “A Polícia Civil do Maranhão, através da SEIC, estava cumprindo mandados judiciais em São Luís, entre eles o mandado de prisão dessa empresária, mas ela não foi localizada. Eles entraram em contato conosco na manhã de hoje, repassaram informações, e nossas equipes realizaram levantamentos que confirmaram que ela estava em Teresina. Prontamente fechamos o cerco e realizamos a prisão”, afirmou.
O diretor de Inteligência da SSP-PI, delegado Yan Brayner, destacou a importância da atuação integrada entre os estados para o cumprimento do mandado judicial. “Foi uma ação coordenada entre os setores de inteligência e as equipes operacionais, que possibilitou identificar a movimentação da investigada e efetuar a prisão com agilidade. Essa integração entre os estados fortalece o enfrentamento à criminalidade e garante maior efetividade no cumprimento das decisões judiciais”, finalizou.
Após a prisão, a empresária foi encaminhada para a sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, onde ficará à disposição da Justiça.
Acusada gravou áudios sobre as agressões
Durante as investigações, conforme o Metrópoles, a ex-patroa aparece em áudios narrando as agressões em um grupo de amigos no WhatsApp. Ela teria contado com a ajuda de um amigo, que estava armado, que colocou a vítima de joelhos e inseriu a arma na boca da funcionária grávida.
“Ele puxou a bicha [arma] e botou na cabeça dela. Pegou no cabelo, botou ela de joelho, puxou a bicha (arma) e botou na boca dela”, descreveu.
A empresária chegou a ironizar e afirmou que a vítima não deveria ter saído viva. “A Carol dos velhos tempos voltou assim: florescendo. Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada. Não era nem para [ela] ter saído viva”.
A mulher ainda disse que uma viatura da PM chegou a abordá-los no dia do crime, mas que ela conhecia um dos policiais e teria sido liberada. O agente teria alertado: “Carol, se não fosse eu, eu tinha que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas”.
Fonte: Portal A10+