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A Polícia Militar prendeu, nessa quinta-feira (13), o quarto suspeito de envolvimento na tortura e morte de Francisco Gustavo Ferreira Araújo, de 34 anos, em fevereiro deste ano, na zona Sul de Teresina. Três suspeitos já tinham sido presos e indiciados.
Ao A10+ e TV Antena 10, o último suspeito do caso, identificado como Ronaldo Rodrigues de Araújo, seria apontado como uma das lideranças da facção criminosa "Bonde dos 40", que teria ordenado a realização do "tribunal do crime" da vítima. O indivíduo foi localizado em um bar Vila Santa Cruz.

Diante da prisão, ele foi conduzido para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para a realização dos procedimentos cabíveis.
Em entrevista exclusiva, o delegado Danúbio Dias, responsável pelo caso, destacou que Ronaldo é considerado o mais violento entre os envolvidos no crime. Os outros três presos foram identificados como Tássio, Branco e Erik.
“Além do indiciamento desses três que foram apresentados, o departamento conseguiu a qualificação e a individualização de um quarto elemento. Esse outro quarto elemento foi apontado na investigação como o mais violento e o mais temido na região. Esse indivíduo aí é apontado como uma das lideranças dessa facção e foi indiciado, e a prisão dele foi solicitada. Esses foram quatro indivíduos comprovadamente envolvidos nesse assassinato”, afirmou o delegado Danúbio Dias à TV Antena 10.
O crime
Segundo a investigação, Francisco Gustavo tinha problemas mentais e era dependente químico. A situação teria se agravado antes do assassinato; em um episódio de agressividade, a mãe de Francisco chegou a pedir ajuda à Polícia Militar. Após esse episódio, no entanto, ela teria sido ameaçada por integrantes do tráfico que atuavam na região.
Segundo Danúbio Dias, os criminosos determinaram que a mulher não chamasse mais a polícia para a comunidade e que, caso precisasse de ajuda, deveria procurar integrantes da própria facção.
Em determinado momento, Francisco teria furtado o celular da própria mãe. Sem poder chamar a polícia por causa das ameaças, a mulher recorreu aos integrantes da facção para tentar recuperar o telefone. O pedido, porém, teria desencadeado uma sequência de acontecimentos que terminou com a morte do filho.
O delegado explicou que a mãe de Francisco não tinha conhecimento de que o pedido para recuperar o celular poderia resultar em uma punição violenta contra o próprio filho. Conforme a investigação, os criminosos teriam localizado Francisco e o levado para uma região de mata próxima à Vacaria.
“A vítima, na noite anterior ao dia 5, acabou subtraindo o celular de sua mãe, e ela, já sabendo das ameaças que tinha contra ela para que não chamasse a polícia, resolveu acionar um desses indivíduos. Eles ameaçaram a mãe da vítima de morte caso ela atraísse novamente as autoridades para a região, para o bairro onde eles moram. E, em seguida, em razão disso, ela aciona esses indivíduos para que eles recuperassem o celular, mas eles, como infelizmente no regramento, na norma perversa e cruel desses grupos organizados, eles precisavam dar um exemplo para que outros viciados não provocassem esse mesmo problema que a vítima vinha provocando. E atrás dessa Vacaria é uma região de mata, e é para essa região onde eles levam as vítimas para o que eles chamam de tribunal do crime, o que, na verdade, é uma sessão de tortura”, relatou o delegado.
Fonte: Portal A10+