Tatiana Medeiros: após divulgação de laudo, PF cita que ausência de termos literais em mensagens não compromete conjunto de provas; entenda - Polícia
INVESTIGAÇÃO

Tatiana Medeiros: após divulgação de laudo, PF cita que ausência de termos literais em mensagens não compromete conjunto de provas; entenda

Caso voltou à tona após a divulgação de um laudo que não identificou ordem direta da vereadora para compra de votos nas eleições de 2024


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A Polícia Federal divulgou uma nota, na noite desta quinta-feira (19), esclarecendo o inquérito policial que resultou na prisão da vereadora Tatiana Medeiros. A parlamentar, que hoje cumpre prisão domiciliar, é investigada pelos crimes de compra de votos, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em âmbito eleitoral. Um laudo da PF, divulgado pela imprensa, apontou que não foram identificadas ordens diretas relacionadas à compra de votos nas eleições municipais de 2024, tampouco indícios de qualquer ligação com facção criminosa.

Em nota acerca do assunto, a PF destacou que o laudo complementar recentemente mencionado na imprensa não reabriu nem alterou o escopo da investigação, limitando-se exclusivamente a responder quesitos técnicos formulados pela defesa, nos termos do Código de Processo Penal. "Referido laudo teve como objeto específico a verificação da existência — ou não — de expressões literais (“ipsis litteris”) em conversas extraídas de aparelhos telefônicos", disse. 

  

Tatiana Medeiros durante audiência de instrução e julgamento
TV Antena 10

   

A corporação reforçou que a investigação não se baseia na presença de palavras ou expressões isoladas, tampouco exige ordens explícitas ou declarações textuais diretas para a configuração dos ilícitos apurados. 

"A atuação da Polícia Federal se pautou em análise contextual, sistêmica e probatória, que envolve, entre outros elementos, cruzamentos financeiros, fluxos bancários atípicos, apreensão de documentos e cadastros, análise de mídias digitais, depoimentos e correlação temporal entre eventos financeiros e eleitorais", pontuou. 

A PF citou ainda que eventual ausência de expressões literais em mensagens não descaracteriza, nem enfraquece, o conjunto probatório produzido, o qual deve ser analisado de forma integrada.


"Por fim, a Polícia Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a técnica investigativa e a imparcialidade, destacando que todas as conclusões constam exclusivamente do inquérito policial, devidamente relatado e encaminhado às instâncias competentes", finalizou. 

O que diz o laudo? 

A perícia conduzida pela Polícia Federal, sob responsabilidade do perito criminal Weyler Nunes, indicou a existência de registros de transferências bancárias via Pix no dia da eleição, além de imagens que comprovam a votação e planilhas contendo nomes de eleitores armazenadas no celular da vereadora. Apesar desses elementos, o laudo ressalta que não foi identificada qualquer “determinação explícita de compra de votos”.

O documento pericial também destacou que Tatiana Medeiros não integra grupos de aplicativos de mensagens associados à facção criminosa Bonde dos 40. As menções à organização surgem exclusivamente em diálogos que comentam matérias jornalísticas, sem qualquer evidência de articulação criminosa, negociação envolvendo mandato ou obtenção de vantagem indevida.

Entenda o caso

Tatiana Medeiros foi presa no dia 3 de abril sob a acusação de envolvimento em crimes eleitorais e com uma facção criminosa. Antes de assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Teresina, a parlamentar esteve envolvida em um escândalo sobre suposto financiamento de campanha por facção criminosa durante as eleições de 2024.

  

Tatiana Medeiros
TV Antena 10

   

Dois meses após ser presa, teve prisão domiciliar concedida pela Justiça, após uma série de problemas de saúde. Com isso, ela deixou a cela em que estava no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Teresina. 

A parlamentar, envolvida com facção criminosa, enfrentou uma série de problemas de saúde, chegou a ser internada em hospital, alegou ansiedade e foi encontrada até com tablet e celular dentro da cela.

Fonte: Portal A10+


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