PGR pede para Supremo arquivar inquérito que investigava Elon Musk no Brasil - Política
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PGR pede para Supremo arquivar inquérito que investigava Elon Musk no Brasil

Para Gonet, não há provas que sustentem tese inicial do inquérito da PF, de que houve instrumentalização intencional da rede social X


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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de arquivamento do inquérito da PF (Polícia Federal) que acusa o dono do X (antigo Twitter), Elon Musk, por suposta “instrumentalização criminosa” da rede social.

O inquérito foi aberto em abril de 2024, depois de Musk ameaçar descumprir decisões do STF e criticar o ministro Alexandre de Moraes. O empresário usava a própria conta para atacar o magistrado e acusá-lo de impor uma “censura agressiva” no Brasil.

 
Para Gonet, não há provas que sustentem a tese inicial de instrumentalização dolosa da rede social X
Victor Piemonte/STF
 

Para a PGR, porém, as hipóteses criminais mencionadas no inquérito não têm provas suficientes para serem confirmadas.

“Não se logrou identificar comportamento doloso [intencional] por parte dos representantes legais da provedora [a empresa] que consubstanciasse desobediência a decisões sobre suspensão de direitos, embaraço a investigações de organizações criminosas ou incitação pública ao crime; ao revés, o que se descortinou foram falhas operacionais pontuais que, uma vez notificadas, foram prontamente sanadas pela companhia”, sustentou Gonet.

O procurador-geral acrescentou que, no caso, não há elementos de informação que apontem para uma resistência deliberada da plataforma em acatar as determinações do STF ou do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“As intercorrências relatadas pela autoridade policial, embora tenham permitido o acesso efêmero a conteúdos suspensos, configuram impropriedades técnicas inerentes à gestão de uma rede de dimensões globais, carecendo de intenção fraudulenta”, completou.

No parecer de quatro páginas, Paulo Gonet argumentou não existirem elementos capazes de sustentar a tese inicial de instrumentalização intencional do X para “atentar contra a autoridade do Poder Judiciário brasileiro”.

“À míngua de justa causa, a presente manifestação é pelo arquivamento do inquérito, ante a manifesta inexistência de suporte fático para o oferecimento de denúncia”, completou.

Bloqueio da plataforma

Em agosto de 2024, a disputa pública entre o ministro Alexandre de Moraes e o bilionário Elon Musk chegou ao ápice com a decisão do empresário de fechar o escritório da rede social no Brasil, sob alegação de sofrer perseguição e censura. Ao mesmo tempo, o magistrado tomou medidas duras contra a plataforma devido a sucessivos descumprimentos de decisões judiciais.

Bloqueado em 31 de agosto de 2024 por não cumprir a exigência de indicar um representante legal no país — obrigação de todas as empresas internacionais que atuam em solo brasileiro — e não pagar multas determinadas pela Justiça

Em setembro, a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova foi indicada como representante legal da empresa no Brasil. Ela ocupou esse cargo antes da suspensão da plataforma e voltou à função. A rede social também informou e comprovou o pagamento das multas impostas pelo STF; por isso, em 9 de outubro, retomou as atividades no país, sob autorização da Corte.

Fonte: R7


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