O episódio do A10Cast, deste sábado (07), recebeu William América, fundador da América Drogaria, rede de farmácia que tem tido grande expansão em Teresina. Durante o bate-papo, o entrevistado falou sobre como a marca nasceu e quais foram os caminhos percorridos até o sucesso do grupo que se consolidou como um dos maiores do Piauí.
William disse que história da América Drogaria é relativamente nova. A empresa nasceu em 2019 com um grupo de 6 amigos que tinham acabado de concluir o curso de Farmácia. Eles, com pouco dinheiro, resolveram apostar tudo para abrir a primeira unidade na região da grande Santa Maria da Codipi. Esse seria o primeiro passo de uma caminhada de sucesso.
"A América Drogarias nasceu na sala de uma faculdade. Lá, junto com mais cinco amigos, estudantes de farmácia, colegas meus, nós começamos a desenvolver o projeto da América. Nós nos encontrávamos nos finais de semana para assar uma carne, tomar um refrigerante, e ali, a gente sempre rabiscava mais alguma coisa. A gente não sabia exatamente como é que as coisas iam ser, mas a gente começava a organizar. E aí, no final do curso de Farmácia, nasceu a América de Drogarias", detalhou.
O primeiro investimento feito pelos sócios foi de R$ 18 mil, que foi dividido para compra de medicamentos e outra parte para móveis que seriam necessários. No fim do primeiro ano, segundo o empresário, o lucro que conseguia tirar era de R$ 500. O valor faturado mensalmente era usado para investimentos na empresa.
No ano seguinte, com a chegada da pandemia, ocorreu a alta demanda de pessoas procurando por máscaras, e a América comercializava o produto num preço estratégico e acessível, afinal, o objetivo do grupo era levar acessibilidade às pessoas que viviam numa região mais vulnerável. Outras farmácias e até distribuidoras começaram a procurar o produto, o que resultado numa alavancagem das vendas.
"Todas as farmácias, todos os meios de saúde estavam procurando máscaras nas distribuidoras hospitalares. E eu, escutando uma conversa solta, descobri que as casas de construções e as distribuidoras de casas de construções estavam lotadas de máscara, principalmente N95, e ninguém sabia disso. As três, quatro primeiras remessas, tudo o que agente vendia, a gente ia lá e comprava de novo. Chegou um momento que, com seis meses na América, eu tive uma sensação estranha, porque todas as grandes empresas estavam procurando a gente para comprar máscara. E a gente não sabia nem o que fazer", explicou.
Expansão dos serviços
Com um tempo, a América deixou de vender apenas remédios e passou a vender serviços. Hoje a empresa trabalha com consultorias, mentoria e até uma marca própria de suplementos, a Amivit, considerada pelos sócios "a galinha dos ovos de ouro".
"Nasceu essa estrutura de consultoria, de mentoria, que hoje a gente não faz mais consultoria, a gente só faz consultoria e conselho. Mesmo, atuo ali em alguns conselhos. Mas nasceu a Amivit, que é a nossa galinha dos ovos de ouro. O que é a Amivit? É uma marca própria que a gente criou para a América, que era para ser vendida só na América. Quando a gente lançou a Amivit a gente começou a fazer muito sucesso. A gente começou a receber ligação e através do meu Instagram, muito dono de
farmácia que me segue perguntando como é que fazia para vender a Amivit. É uma marca nossa de suplementos. Todos os tipos de suplementos vitamínicos, minerais, suplementos para academia, tudo para a saúde e bem-estar", detalhou.
Sonho de conquistar a América
Hoje o sonho dos fundadores do grupo é fazer com que a América Drogaria conquiste a América Latina. E aquela farmácia pequena, simples, que surgiu na ideia de entregar, sobretudo, acessibilidade, seja expandida e chegue a lugares de todo continente.
"Por que a América? Porque nós desenhamos a América na faculdade para ser a maior rede de farmácia da América Latina. Então, o nosso projeto de longo prazo é ser a maior rede de farmácia da América Latina. A gente trabalha todo dia por isso", disse.