Ex-GCM nega envolvimento com garota de programa vítima de agressão, mas polícia afirma ter imagens dele em motel com mulher

Thiago Henrique Fernandes negou as acusações em janeiro, mas foi preso nesta terça-feira (10), em Teresina

Apesar de negar publicamente qualquer envolvimento com a vítima, o ex-guarda municipal Thiago Henrique Fernandes da Silva Félix voltou a ser preso nesta terça-feira (10), em Teresina. Em entrevista concedida anteriormente à TV Antena 10, ele afirmou que não conhecia a mulher que o denunciou, que não teria se encontrado com ela e que possuía provas de que estava em outro local no momento da agressão. No entanto, segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança contradizem essa versão e mostram Thiago no interior de um motel acompanhado da vítima.


Thiago Henrique já havia sido preso anteriormente em 18 de junho de 2025 sob suspeita de envolvimento em crimes de roubo, estelionato e ameaça e voltou a ser detido nesta terça-feira (10) após uma mulher denunciá-lo por agressão física e por não ter pago um programa sexual. A denúncia foi registrada em janeiro deste ano e deu origem a um novo inquérito policial.

À época do ocorrido, a vítima relatou à TV Antena 10 que o encontro foi combinado previamente, com definição de valor e local. Após a relação sexual, no entanto, o suspeito teria tentado sair sem efetuar o pagamento. Diante da cobrança, a situação evoluiu para uma discussão, seguida de agressões físicas e ofensas verbais dentro do quarto do motel.

  

Ex-guarda municipal nega envolvimento com garota de programa vítima de agressão, mas polícia afirma ter imagens dele em motel com mulher
Reprodução

   

Ao comentar o caso, a delegada responsável destacou que Thiago já possui histórico de crimes semelhantes, especialmente envolvendo violência contra mulheres, e ressaltou que há provas que confirmam a presença dele no local, apesar da negativa dada à imprensa.

"Essa já é a segunda vez que ele é preso por crimes similares, novamente envolvendo violência contra mulheres, sobretudo mulheres que trabalham e prestam seus serviços por meio de sites de relacionamento. Nesse último caso, ele se recusou a pagar, a vítima indagou, e ele teria agredido dentro do quarto e saído em seguida. Foram juntadas imagens ao processo que comprovam que, de fato, ele estava no local. Inclusive, o veículo utilizado é o mesmo. Ele negou para a TV Antena 10 no dia em que veio, mas a delegada contou que câmeras de segurança mostraram ele", disse a delegada Amanda Bezerra.

  

Thiago Henrique Fernandes da Silva Félix
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A delegada Bruna Verena também reforçou a importância da denúncia por parte das vítimas, destacando que existem unidades especializadas para atendimento às mulheres, mas que qualquer delegacia pode receber esse tipo de ocorrência.

"A gente deixa a orientação para que as mulheres procurem a polícia, procurem qualquer delegacia. Se puder ir à Delegacia da Mulher, é melhor ainda por conta do atendimento especializado, mas, se não puder, procure qualquer delegacia mais próxima e denuncie", disse a delegada Bruna.

Ainda segundo a investigação, este não é um caso isolado. A delegada Amanda Bezerra explicou que, em um inquérito anterior, outras vítimas relataram situações semelhantes, o que demonstra reincidência criminosa por parte do suspeito.

"No inquérito anterior, tivemos mais quatro vítimas que reportaram diversas violências, de cunho sexual e patrimonial. O que se verifica é uma reiteração criminosa. Você vê o menosprezo e o desrespeito à condição da mulher", afirmou a delegada.

Por fim, a delegada também informou que Thiago Henrique já havia sido condenado anteriormente pelo crime de estelionato e que, diante dos novos fatos, foi solicitada a prisão preventiva.

"Ele já tinha sido condenado por estelionato a dois anos em regime aberto. Agora, relacionado a esse novo fato, foi pedida a prisão preventiva. Não há prazo estipulado pela lei, então vai ficar a critério do juiz quanto tempo ele vai ficar preso, mas a gente espera que ele permaneça muito tempo preso, sobretudo por conta dessas violências reiteradas contra a mulher. É lamentável que, em pleno século 21, a gente ainda sofra tamanhas barbaridades simplesmente pelo fato de ser mulher", concluiu a delegada Amanda Bezerra.