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Atualizada às 19h
O ex-guarda municipal Thiago Henrique Fernandes da Silva Félix falou à TV Antena 10 e ao A10+ após uma mulher denunciá-lo, nesta terça-feira (27), por supostamente aplicar um golpe e agredi-la em Teresina. Na entrevista, ele negou todas as acusações, afirmou que não conhece a denunciante e também voltou a se posicionar sobre crimes pelos quais foi investigado no ano passado.
Mais cedo, a vítima concedeu entrevista exclusiva à TV Antena 10 e ao A10+. A mulher, de 31 anos, relatou que teria sido procurada por Thiago por meio do WhatsApp para um programa sexual. Segundo ela, após acertarem valor e local, o homem teria se recusado a efetuar o pagamento e, diante da cobrança, passou a agredi-la verbal e fisicamente dentro de um quarto de motel.

Thiago afirmou que foi surpreendido pelas informações divulgadas e negou qualquer envolvimento no caso relatado pela mulher. Ele relatou que não contratou nenhum programa sexual, que possui um relacionamento amoroso e que tem provas que não esteve com a denunciante nos últimos dias.
"Hoje pela manhã, dia 27 de janeiro, eu fui pego de surpresa por alguns colegas que disseram que saiu no portal que eu tinha sido preso e estava sendo acusado, que tinha sido denunciado novamente por uma garota de programa que saiu com uma pessoa que ela diz que é parecida comigo, mas que mesmo assim ela ficou com o rapaz. Ela diz que depois que teve o ato foi agredida, que ele não fez o pagamento e saiu do local. Eu estou dando minha resposta à sociedade, dizendo que não foi eu. Estou vivendo minha vida, não sei nem que dia isso aconteceu. Não tenho para que me encontrar com ninguém, já tenho uma pessoa e não tenho para que estar com isso. Também tenho como provar os lugares onde eu ando, onde andei ontem e hoje", disse o ex-guarda municipal.
Ainda durante a entrevista, Thiago comentou sobre investigações anteriores e disse que não houve comprovação de alguns dos crimes crimes citados à época.
"Em relação a esse crime que a delegada citou, isso foi no ano passado, em junho. Eu fui denunciado por diversos crimes, só que nada foi provado. Nessa questão do posto de gasolina, o celular que eu tinha deixado lá não era de nenhuma dessas meninas. Não teve prova nenhuma de conversa de WhatsApp, não teve filmagem de nada, então fui absolvido das demais acusações. Eu estou respondendo, sim, mas estou vivendo minha vida", afirmou.
O ex-servidor também questionou a versão apresentada pela denunciante e pediu atenção das autoridades para o caso. Ele chegou até a questionar porque a vítima teria aceitado fazer o programa sem receber o dinheiro antes.

"Eu não sei nem quem é essa moça. Nunca nem vi na minha vida. Ela cita na entrevista que achou o cara parecido comigo, mas se acha parecido não é a pessoa. E por que ela aceitou ter feito o ato sem o rapaz pagar antes? Então essa conversa tem muitas versões, e eu vim aqui dar meu direito de resposta. Eu tenho família, tenho filhos, e todo mundo está me mandando todo tipo de mensagem. A minha imagem está sendo destruída novamente. Peço que as autoridades vejam isso aí", disse.
Histórico
O ex-guarda municipal Thiago Henrique Fernandes da Silva Félix foi preso no dia 18 de junho de 2025, sob suspeita de envolvimento em crimes de roubo, estelionato e ameaça. À TV Antena 10, a delegada Amanda Bezerra informou que o servidor municipal abastecia em postos de gasolina e tentava efetuar o pagamento com cartão de crédito, errando propositalmente as senhas. Em seguida, deixava celulares no local como uma espécie de garantia.
A polícia chegou à identidade de Thiago após denúncias que apontavam sua atuação em golpes e ameaças contra vítimas na capital. Segundo a delegada, os celulares deixados nos postos pertenciam a mulheres vítimas de outros crimes. Ela relatou ainda que ele levava mulheres para motéis, mantinha relações com as vítimas e subtraía os celulares, utilizando uma arma da corporação. De acordo com a delegada, as investigações também apontaram para a apuração de um caso de estupro de vulnerável.
No dia 10 de novembro de 2025, Thiago foi demitido da corporação. Conforme afirmou na entrevista desta terça-feira, ele confirmou a prática criminosa em postos de gasolina, mas negou que os celulares fossem de mulheres enganadas por ele. Ele está em liberdade após ser condenado a um ano e dez meses ao regime aberto pelos crimes de estelionato.
Nesta terça-feira, 27 de janeiro, o ex-guarda municipal voltou a ser denunciado à polícia por suspeita de aplicar um golpe e agredir uma mulher em Teresina. A vítima detalhou como teria ocorrido o encontro e o desentendimento após a cobrança pelo pagamento combinado.
"Esse foi o primeiro encontro que tive com ele. Acertei o valor, o lugar de ele me pegar, fomos para um motel, e chegando lá pedi o adiantamento. Ele se recusou, dizendo que o celular estava no carro. Eu pedi para ele buscar o celular, ele começou a dizer que não me conhecia, que não ia fazer o pagamento agora, só depois. Depois do ato, ele tomou banho, eu fui tomar banho, e quando retornei ele já tinha pedido a conta. Ele fez o pagamento e eu cobrei meu valor. Ele se recusou, dizendo que o celular tinha descarregado, sendo que eu vi quando ele desligou o celular", afirmou a mulher.
Ainda segundo a mulher, durante a discussão, ela passou a desconfiar que poderia se tratar de Thiago, já que ele teria praticado crimes semelhantes contra amigas dela. A vítima destacou, no entanto, que o suspeito estaria com aparência diferente atualmente, inclusive com mudança no cabelo.
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Fonte: Portal A10+