Caso Erlan Oliveira: quatro acusados vão a júri pelo assassinato do empresário piauiense em Petrolina/PE

A vítima teria confundido uma caminhonete com o próprio veículo, entrou no banco do motorista e, em seguida, foi retirado à força e agredido

A Justiça de Pernambuco decidiu que quatro dos seis acusados pela morte do empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira serão julgados pelo Tribunal do Júri, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A decisão, obtida pelo A10+, foi proferida pela juíza Mirella Patrício da Costa Neiva, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina. Erlan era primo do empresário Fernando OIG.

Conforme documento, foram pronunciados José Lima Ferreira Júnior, João Ítalo Barbosa da Silva, Iak Lima Silva e Vitória Maria de Carvalho. Segundo a decisão, há indícios suficientes de participação dos quatro no homicídio, além de provas como depoimentos de testemunhas, registros audiovisuais e confissões parciais.

 

O empresário Erlan Oliveira morreu após ser brutalmente espancado
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O caso ocorreu em junho de 2025. As agressões teriam começado após Erlan ter parado a música que estava tocando no som automotivo de um dos veículos nas imediações do bar. Após fechar o porta-malas, o empresário teria entrado no veículo. Conforme delegado, a atitude teria motivado as agressões. A vítima teve morte encefálica após ser brutalmente espancada.

A Justiça manteve as três qualificadoras apontadas na denúncia: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A análise definitiva das acusações caberá ao Conselho de Sentença durante o julgamento.

Por outro lado, Franklin Freire de Aquino Bezerra e Laíza Guimarães Coelho foram impronunciados. De acordo com a sentença, não foram encontrados indícios suficientes de que os dois tenham participado do homicídio. No caso de Laíza, testemunhas relataram que ela teria tentado separar a confusão, enquanto nenhuma testemunha a apontou como agressora.

Vítima entrou em carro por engano

Segundo a denúncia analisada no processo, o crime aconteceu por volta das 6h do dia 20 de junho de 2025, no estacionamento do Bar do Virote, na Avenida Sete de Setembro, próximo à rotatória da BR-428, em Petrolina.

Erlan havia saído das festividades do São João do Vale e, segundo a sentença, estava em estado avançado de embriaguez, confuso e desorientado. Ele teria confundido uma Toyota SW4 com o próprio veículo, entrou no banco do motorista e, em seguida, foi retirado à força e agredido.


A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave, hemorragia intracraniana e edema cerebral. Após ser socorrida, foi encaminhada para atendimento médico em Teresina, onde a morte encefálica foi constatada em 21 de junho de 2025. O laudo cadavérico apontou que a causa da morte foi edema cerebral provocado por hemorragia intracraniana decorrente de traumatismo causado por instrumento contundente, descrito como espancamento.

José Lima Ferreira Júnior permanece preso preventivamente desde agosto de 2025, na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. A Justiça decidiu manter a prisão diante da permanência dos fundamentos que levaram à medida.

João Ítalo, Iak Lima e Vitória Maria aguardam o julgamento em liberdade, submetidos a medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Delegado explica confusão que resultou no espancamento de empresário piauiense em Petrolina-PE

O delegado Gabriel Sapucaia, da Delegacia de Homicídios de Petrolina, deu detalhes sobre a investigação que apura a morte do empresário piauiense Erlan Oliveira, após ser brutalmente agredido nas proximidades de um bar em Petrolina-PE na última sexta-feira (20). Em entrevista à TV Antena 10, o delegado destacou que cinco pessoas estão sendo investigadas pelo crime, sendo que três já foram presas. 


“O Erlan estava em uma festa que ocorria aqui em Petrolina. Ele foi até as imediações desse bar, chamado Bar do Virote, e teria tido um princípio e confusão com esse motorista de aplicativo e, após algumas agressões, ele saiu de forma abrupta desse veículo. Ao chegar nesse bar, haviam algumas SW4 estacionadas, uma delas estava com o som automotivo ligado no porta-malas, ele teria fechado esse porta-malas e adentrou o veículo no banco do motorista. Nesse exato momento, ele foi agredido de forma abrupta, os agressores aplicando um mata-leão, desferindo diversos socos em desfavor do Erlan, quando ele ainda estava dentro do veículo”, disse. 

As agressões continuaram após ele ser tirado do carro. Nesse momento, outras pessoas teriam ajudado. “Ele foi tirado desse veículo e continuaram as agressões. Ali já existiam cinco ou seis pessoas deferindo golpes contra ele, em determinado momento, ele chega a cair no chão e os autores continuam a perpetrar as agressões, chutes e pontapés”, completou. 

O delegado detalhou ainda que a Polícia Civil qualificou cinco suspeitos, sendo três homens e duas mulheres, e representou pela prisão temporária ainda no domingo (22). A operação Fúria Cega foi deflagrada para cumprir os mandados e resultou na prisão de três suspeitos na segunda (23). Dois seguem foragidos. Os presos foram identificados como Laiza Guimarães Coelho, Vitória Maria de Carvalho e João Ítalo Barbosa da Silva.