Defesa de policial militar apresenta outra versão sobre denúncia de agressão em Teresina e afirma que jornalista pode ser processada - Balanço Geral Piauí
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OUTRA VERSÃO

Defesa de policial militar apresenta outra versão sobre denúncia de agressão em Teresina e afirma que jornalista pode ser processada

Advogado afirma que policial agiu em legítima defesa e diz que jornalista pode responder por comunicação falsa de crime e invasão de dispositivo


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A defesa do policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva apresentou sua versão sobre o suposto caso de agressão envolvendo o agente e a ex-companheira, uma jornalista que denunciou ter sido vítima de agressões físicas no dia 26 de abril, em Teresina. Em entrevista à TV Antena 10, nesta quarta-feira (13), o advogado Cantuário Filho afirmou que Gabriel também teria sofrido lesões corporais durante a confusão. A defesa sustenta que os ferimentos apresentados pela jornalista teriam ocorrido no momento em que ela teria tentado pegar a arma do policial.

Segundo a denúncia da jornalista, ela acionou o 190, familiares e um grupo de jornalistas para facilitar o socorro. A mulher afirmou que permaneceu trancada no apartamento até a chegada da polícia. Após a ocorrência, o policial e a vítima foram encaminhados para a Casa da Mulher Brasileira. Gabriel foi preso em flagrante e posteriormente solto após audiência de custódia.

  

Defesa de policial militar apresenta outra versão sobre denúncia de agressão em Teresina e afirma que jornalista pode ser processada
TV Antena 10
   

“O Gabriel teve lesões em sete partes do corpo. Ele teve escoriações no rosto, nos olhos, na mandíbula, na bochecha, na escápula, nas costas, no braço, no antebraço e nas mãos. Já a jornalista teve lesões em apenas duas regiões: no antebraço e acima do tórax. E, segundo o Gabriel, essas lesões aconteceram exatamente quando ela pegou a arma dele, dizendo que iria atirar nele e tirar a própria vida. Gabriel conseguiu desmuniciar a pistola, derrubou o carregador e, quando ela pegou o carregador no chão, ele tomou a arma, colocou junto ao corpo e, como medida de segurança, ficou pedindo para que ela se distanciasse. Ela alega que sofreu uma agressão na Semana Santa, mas não fez nenhum boletim de ocorrência e não pediu ajuda”, disse o advogado Cantuário Filho.


O advogado detalhou ainda o que teria ocorrido durante o feriado da Semana Santa. Ele relata que Gabriel foi agredido pela ex-companheira e teve seu lábio cortado. Depois disso, o policial teria saído do apartamento onde moravam juntos.

"No período da Semana Santa, em um momento em que ela alega que foi agredida, a mãe do Gabriel ofereceu água para ela, ela não quis. Ele estava bebendo água, ela bateu com a mão no copo que quebrou e cortou os lábios do Gabriel. Essa ação dela de machucá-lo fez com que ele saísse do apartamento, então no dia 14 de abril ele já não morava mais com ela. E ela o tempo todo pedindo para conversar com ele, para ele voltar para casa, ela dizendo que queria manter conversa; nós temos todas as conversas aqui de WhatsApp", contou à TV Antena 10.

O advogado também questionou a dinâmica da denúncia apresentada pela jornalista. Segundo ele, a vítima teria permanecido com Gabriel durante todo o fim de semana e o pedido de socorro teria sido feito por meio de uma lista de transmissão previamente organizada.

  

O policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva
Divulgação
   

“Ele vai ao encontro dela no sábado. Durante o domingo, passa o dia inteiro com ela no apartamento. Ela não consegue fazer um boletim de ocorrência, não pede socorro, e à noite pede ajuda alegando ter sido mantida em cárcere. Detalhe: o pedido de socorro da senhora Jordânia foi feito por lista de transmissão. E nós sabemos que uma lista de transmissão precisa ser premeditada: você escolhe os contatos, cria a lista e envia o pedido de socorro de forma automática. Ela enviou para a família dela, para a família dele e para outras pessoas. No momento em que supostamente ele estaria agredindo ela, ele estava conversando com o irmão dela, dizendo que estava no apartamento e que o relacionamento não dava mais certo”, contou o advogado Cantuário Filho.

Ainda de acordo com a defesa, Gabriel teria aguardado a chegada da polícia após trancar a jornalista em um quarto, alegando que ela tentava agredi-lo. O advogado também relatou como teria ocorrido a entrada dos policiais no apartamento.

“Enquanto Gabriel estava sendo lesionado e arranhado, Jordânia tentava a todo momento agredi-lo. Ela entrou no quarto, ele a trancou pelo lado de fora e aguardou a chegada da polícia. Quando os policiais chegaram, o apartamento estava trancado. Ele não tinha a chave, porque ela estava com as chaves dentro do quarto. A autoridade policial entrou no apartamento e, no momento em que estava entrando, ouviu ela gritando: ‘Socorro, ele está me batendo’. O policial respondeu: ‘Mas você está aqui com a gente’. Quando abriram a porta do quarto e ela viu a polícia, se jogou de joelhos no chão, causando o hematoma no joelho. Os próprios policiais relataram isso no depoimento prestado quando Gabriel foi preso em flagrante. E a própria defesa dela tenta desqualificar os policiais que atenderam a ocorrência, dizendo que eles agiram de forma corporativista”, explicou.


A defesa também afirmou que, mesmo após a concessão da medida protetiva, a jornalista teria acessado as redes sociais do policial e alterado dados de recuperação da conta dele no Instagram. O advogado alegou que a situação poderia gerar problemas judiciais ao policial.

“Havia uma medida protetiva na segunda-feira e ele foi solto em audiência de custódia. Mas ela, mesmo com a medida protetiva, entrou nas redes sociais dele, mudou o e-mail de recuperação do Instagram e permanece logada no celular dela até hoje. O último acesso foi ontem, às 19h, e ela colocou o próprio e-mail. Para quê? Qual o interesse dela em ter acesso às redes sociais dele? E se as redes sociais enviarem mensagens para ela e ela disser à autoridade policial que ele quebrou a medida protetiva? Ele vai preso. A Lei Maria da Penha é uma lei séria, responsável por proteger mulheres vítimas de violência, mas não deve proteger pessoas que utilizam esse subterfúgio para prejudicar cidadãos de bem”, falou o advogado.

O advogado informou ainda que a defesa registrou boletins de ocorrência contra a jornalista e alegou que exames não teriam constatado violência sexual.

Nós fizemos um boletim de ocorrência por violação de dispositivo telefônico, stalking, calúnia e comunicação falsa de crime, porque ela envolveu todo um aparato policial. Duas guarnições foram acionadas, o rapaz foi conduzido a uma audiência de custódia e permaneceu preso. Inclusive, certamente irá responder a processo na corregedoria. O rapaz é policial e não pode trabalhar armado porque a arma dele foi recolhida por decisão acertada da autoridade judiciária. Mas nós não podemos permitir que pessoas se digam vítimas e utilizem as redes sociais para perseguir, apresentando provas que não conseguem comprovar. O laudo dela não apontou estupro, nem lesões em partes íntimas ou marcas de que ele segurou a mão dela. O que existe é uma roxidão no antebraço”, disse o advogado Cantuário Filho.

Por fim, Cantuário Filho afirmou que, caso seja comprovado que não houve agressão por parte do policial ou que ele tenha agido em legítima defesa, a jornalista poderá responder criminalmente.

“Sendo comprovado que ela entrou pelo celular dela e alterou a senha, houve violação de dispositivo e ela pode responder por isso. Se for comprovado que não houve agressões por parte dele e que as lesões dela aconteceram em decorrência das tentativas de defesa dele às agressões praticadas por ela, então ele agiu em legítima defesa, o que é uma excludente de ilicitude. E se for comprovado que ela mentiu, que não houve tentativa de estupro nem cárcere privado, ela irá responder criminalmente”, concluiu o advogado Cantuário Filho.

Versão da vítima

Ao A10+, o irmão da vítima relatou que a jornalista sofreu agressões o dia inteiro e só conseguiu ajuda no final da noite. A violência iniciou logo após a vítima acordar. Ela teria levantado da cama, feito café e retornou para deitar novamente. Nesse momento o agressor iniciou a violência.

Na parte da tarde, por volta das 13h30, segundo irmão da vítima, o agressor realizou uma série de agressões:

  • Estrangulou a vítima diversas vezes;
  • Bateu a cabeça da vítima contra o chão e paredes;
  • Prensou o braço da vítima na porta;
  • Imobilizou a cabeça da vítima contra o sofá;
  • Empurrou a cabeça da vítima com os pés contra o braço do sofá até ela urinar nas roupas;
  • Tentou forçar a cabeça da vítima em suas partes íntimas, depois dela tentar se defender apegando as partes íntimas dele. 

Para tentar se defender, a vítima conseguiu atingir o rosto do suspeito e usou um carregador para se proteger.

Fonte: Portal A10+


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