Adolescente que planejou ataque a escola em Teresina mantinha conversas sobre massacres nas redes sociais e debochava de vítimas, diz delegado - Cidade Alerta Piauí
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INVESTIGAÇÃO

Adolescente que planejou ataque a escola em Teresina mantinha conversas sobre massacres nas redes sociais e debochava de vítimas, diz delegado

O jovem não apenas manifestava intenção de cometer o crime, como também consumia e produzia conteúdos que exaltavam massacres


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O delegado Eduardo Aquino, responsável pela investigação, deu novos detalhes à TV Antena 10 e A10+ sobre o adolescente internado por suspeita de planejar um ataque em uma escola em Teresina. O jovem não apenas manifestava intenção de cometer o crime, como também consumia e produzia conteúdos que exaltavam massacres e ridicularizavam vítimas, segundo a investigação. 

O caso teve início em 02 de março de 2026, quando o adolescente foi apreendido em flagrante dentro de uma escola estadual da zona Norte da capital após publicar, em uma rede social, mensagens anunciando a intenção de promover um ataque na unidade de ensino. A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (14), um mandado de internação provisória contra o adolescente, investigado por atos infracionais análogos aos crimes de ameaça, apologia ao crime, incitação ao crime, além das contravenções de porte de arma branca e falso alarme

  

Adolescente foi apreendido pela polícia Divulgação

   

Segundo o delegado, a Polícia Civil encontrou, após análise dos aparelhos celulares, conversas mantidas pelo adolescente na rede social TikTok, nas quais ele discutia atentados anteriores, incluindo detalhes sobre a forma como as vítimas morreram. Além disso, os investigadores identificaram vídeos e memes produzidos pelo próprio jovem em que ele aparece manuseando uma faca e utilizando vestimentas que remetem a ataques violentos, enquanto debocha de pessoas mortas. Conversas extraídas de aplicativos de mensagens também reforçaram os indícios de planejamento. Em um dos diálogos, o adolescente afirmava que pretendia fabricar bombas caseiras e conseguir uma arma de fogo

  

Após análise de celular revelar plano de ataque a escola em Teresina, Justiça determina internação provisória de adolescente
Reprodução

   

"Nós encontramos conversas com outras pessoas dentro dessa rede web, dentro do TikTok, falando sobre atentados que já ocorreram, a forma que essas pessoas morreram. Nós encontramos também deboches por parte dele, com vídeos, memes criados por ele mesmo, em que ele aparece manuseando uma faca, utilizando uma bala clava, debochando das pessoas que morreram no cemitério, com uma pessoa dançando. Ele se apresenta também com o mesmo nome da pessoa que praticou o atentado em Suzano, no ano de 2019", detalhou. 

O delegado Eduardo Aquino destacou que não há indícios de motivação ideológica ou de crimes de ódio. A principal hipótese é que o plano teria sido motivado por vingança e que o adolescente afirmou que vinha sendo alvo de bullying dos colegas.

“Outro fato que chama a atenção é a motivação. Tudo isso teve como motivação não a questão de crimes de ódio, não tem nada a ver com xenofobia, com racismo, mas retaliação ao crime de bullying. Há um bullying que ele afirma vir sofrendo há anos", explicou o delegado.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil representou pela internação provisória, medida posteriormente autorizada pelo Poder Judiciário diante dos indícios de autoria, da gravidade dos fatos e da necessidade de preservar a segurança da comunidade escolar.

Histórico

O adolescente já havia sido detido em março após uma denúncia feita à Polícia Militar. Na ocasião, foi apreendido uma faca e uma balaclava e o menor chegou a confessar a intenção de realizar um massacre na escola. “Na verdade, esse menor foi apreendido no dia 8 de março do corrente ano. Após uma denúncia anônima pela polícia militar, foi fazer a verificação nessa escola e encontrou esse menor de posse na mochila dele uma arma branca, uma faca e uma bala clara. E lá ele confirmou para os policiais que iria realizar um atentado, que pretendia realizar um atentado nessa escola”, detalhou o delegado. 

 

Investigação revelou mensagens sobre fabricação de bombas, busca por armas, referências a massacres em escolas e mais Reprodução

 

Após ser colocado à disposição do Ministério Público e da Vara da Infância e da Juventude, ele foi liberado com sob justificativa de "o fato não era grave", conforme destacou o delegado. 

“Ocorre que, após ser colocado à disposição do Ministério Público e da Vara da Infância e da Juventude, ele recebeu já no dia seguinte uma remissão. Foi considerado que o fato não era grave, ele recebeu uma remissão e foi colocado em liberdade”, disse. 

O material colhido, que levou ao cumprimento do mandado de internação provisória, foi obtido com base nessa denúncia. Mesmo com a remissão concedida pelo órgãos, a policia abriu uma nova investigação e apreendeu os celulares dele e da mãe. “Nós intimamos os pais, juntamente com o menor, para serem ouvidos lá na nossa unidade e ali a gente percebeu que havia algo errado, porque o menor não parecia estar dentro das suas faculdades mentais. A mãe, com pouca instrução também, parecia não entender a gravidade do que estava se passando ali. nós abrimos uma nova investigação, apreendemos os celulares, tanto dele como da mãe, e a partir dali pedimos autorização ao judiciário para ter acesso àquele conteúdo que estava ali”, detalhou à TV Antena.

Fonte: Portal A10+


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