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Atualizada às 12h57
A defesa de Francisco Luciano, homem que atropelou e matou Gabriele Rodrigues, de 19 anos, em Timon, no dia 1º de janeiro, afirmou nesta sexta-feira (23), através de nota encaminhada à TV Antena 10, que não procede a informação de que o caso se trate de feminicídio.
Em entrevista à TV Antena 10, o pai da jovem havia declarado que o crime configuraria feminicídio, alegando ainda que Gabriele vinha sendo alvo de perseguições e assédio por parte do suspeito desde o Natal. A prima da vítima também foi atropelada no mesmo episódio.

Por meio de nota, a defesa de Luciano esclareceu que, após investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Timon, foi tecnicamente comprovado que o acidente tem natureza culposa. Segundo os advogados, houve imprudência de ambas as partes; a defesa acrescentou ainda que as duas jovens estavam na motocicleta sem capacete e que a vítima que pilotava o veículo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
De acordo com a defesa, o acidente ocorreu quando Francisco Luciano saía de um comércio e, ao dar uma curva para entrar na rua de sua residência, houve a colisão. Ele foi apresentado à polícia no dia 12 de janeiro e liberado logo em seguida, permanecendo em liberdade.

A defesa também afirma que não foi encontrada nenhuma prova de que Luciano perseguia ou assediava a vítima, seja em seu celular ou em redes sociais. “Ele apenas conhecia a vítima de vista”, destacaram os advogados.
“A apuração policial, com base na análise da dinâmica dos fatos, vestígios materiais, depoimentos e demais elementos técnicos colhidos, afastou de forma categórica a hipótese de crime doloso contra a vida, bem como qualquer circunstância que pudesse caracterizar feminicídio”, afirmou a defesa.
A nota ainda ressalta que as imputações inicialmente divulgadas “não correspondem à realidade dos fatos apurados” e que associar o nome de Francisco Luciano a crime de feminicídio ou outra conduta dolosa é indevido. A defesa destacou a importância da responsabilidade na divulgação de informações, sobretudo em casos sensíveis, para preservar a verdade, a dignidade das pessoas envolvidas e a fidelidade aos dados oficiais da investigação.
Prima descreve dinâmica do acidente, confirma perseguição e pede justiça
A prima de Gabriele, que também foi vítima do atropelamento e passou dias internada na UTI em estado grave, recebeu alta hospitalar e relatou à TV Antena 10 detalhes sobre como o crime aconteceu. De acordo com o depoimento, as duas estavam em uma motocicleta no momento em que foram perseguidas pelo suspeito, que dirigia um carro.
Ela afirmou ainda que o suspeito não prestou socorro, chegou a dar marcha à ré, tirou fotos das vítimas e debochou da situação. “Ele não desceu do carro. Tirou foto e ainda disse: ‘essas duas aí estão mortas’. Aquela cena eu nunca vou esquecer”, contou.
A jovem Gabriele Rodrigues, de 19 anos, foi atropelada no dia 1º de janeiro e morreu uma semana depois, na UTI do Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Fonte: Portal A10+