DHPP conclui inquérito sobre feto encontrado em área de mata na zona Leste de Teresina; mãe é indiciada - Balanço Geral Piauí
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INVESTIGAÇÃO

DHPP conclui inquérito sobre feto encontrado em área de mata na zona Leste de Teresina; mãe é indiciada

O feto foi encontrado em um saco preto por um motorista de aplicativo que desconfiou da atitude da mulher


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Atualizada às 12h46

O Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investigava o caso do feto encontrado em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina, em novembro de 2025. A investigação apontou que o feto nasceu com vida, chegou a respirar, mas morreu logo após o parto por causas naturais relacionadas ao nascimento. A mãe foi indiciada por ocultação de cadáver. 


À TV Antena 10, a delegada Nathalia Figueiredo explicou que, inicialmente, a principal suspeita era de ocultação de cadáver, mas que a tipificação do crime dependia do resultado do laudo pericial. A investigação apontou que a mulher teria dado à luz durante a madrugada, e permanecido com o feto dentro de uma sacola durante todo o dia. Após sair do trabalho, ela solicitou um transporte por aplicativo e, já próximo de casa, descartou o saco. 

 

DHPP conclui inquérito sobre feto encontrado em área de mata na zona Leste de Teresina; conduta criminosa foi descartada TV Antena 10

 

“Até o momento o que nós tínhamos de certeza é que a atitude dela criminosa seria ocultação de cadáver, mas precisávamos periciar esta criança. ‘Ela nasceu viva ou morta? Se nasceu morta, foi um aborto provocado, ou seja, de origem criminosa, ou foi um aborto natural? Se nasceu viva, nasceu e faleceu em decorrência do parto ou essa morte foi criminosa?’ Então, nós tínhamos que ter certeza e só poderíamos ter por meio do laudo pericial”, explicou.

Na época, um motorista de aplicativo encontrou o corpo em saco preto em uma área de matagal. Ele afirmou que havia transportado uma passageira até a região e percebeu que ela descartou um pacote no matagal durante o trajeto. Desconfiado da atitude, retornou ao local ao amanhecer e, ao abrir o saco, constatou que se tratava de um feto do sexo feminino. A investigação seguia para apontar as circunstâncias da morte. No laudo, foi constatado que o feto nasceu com vida e chegou a respirar. No entanto, a morte não teve origem criminosa. 

“Chegou-se a conclusão, por meio do laudo, que a criança nasceu viva, constatou-se que a criança chegou a respirar. Portanto, nasceu viva e que a sua morte não aconteceu por origem criminosa, ou seja, o laudo nos trouxe que a criança morreu em decorrência do parto”, afirmou Nathalia Figueiredo.

  

A Polícia Militar foi acionada após um motociclista por aplicativo localizar o feto em uma área de matagal Reprodução

   

Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil descartou as hipóteses de homicídio ou aborto criminoso. Segundo a delegada, a única conduta criminosa identificada foi a ocultação de cadáver, prevista no Código Penal. As investigações também apontaram que a mulher deu à luz sozinha, no próprio quarto, em casa. Familiares e o pai da criança foram ouvidos durante o inquérito. O pai relatou que chegou a ser informado pela mulher no momento em que ela entrou em trabalho de parto, já os familiares comentaram que não sabiam da gravidez.

“Para além da prova pericial, nós realizamos diligências e ouvimos parentes. Ficou claro que ela teve a criança em casa e que a conduta teve a intenção de esconder o ocorrido, tanto que familiares não sabiam que ela estava gestante”, destacou.

Com o inquérito concluído, a mulher foi indiciada pelo crime de ocultação de cadáver.

Fonte: Portal A10+


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