POLÍCIA

Caso Débora Vitória: assaltante é indiciado por tentativa de latrocínio contra mãe de menina

Criança de 6 anos morreu durante uma troca de tiros após tentativa de assalto no bairro Ilhotas


A Polícia Civil do Piauí instaurou dois inquéritos em relação ao crime que vitimou a pequena Débora Vitória, 6 anos, durante uma tentativa de assalto no dia 11 de novembro, no bairro Ilhotas. Segundo a delegada Natália Figueiredo, um deles é de tentativa de homicídio e o outro ainda será tipificado após conclusões.

A delegada informou à TV Antena 10 que Clemilson da Conceição, de 29 anos, foi indiciado por tentativa de latrocínio. Segundo Dayane Gomes, mãe da menina e também vítima, a bala que a atingiu partiu do assaltante.

 

Dayane Gomes e sua filha Débora Vitória; crime aconteceu no dia 11 de novembro Reprodução

 

“Nas declarações dela ela é categórica em dizer que os disparo que atingiu ela partiu de Clemilson. Então com relação a dona Dayane nós sabíamos a questão da tentativa de latrocínio praticada por Clemilson, no entanto ainda estão pendentes laudos periciais para que a gente possa ter certeza de qual arma teria partido o disparo que vitimou a criança, filha da senhora Dayane”, explicou a delegada. 

Como a delegada explicou, o segundo inquérito será tipificado após a microcomparação balística que comprovará se o disparo que assassinou Débora partiu da arma do assaltante ou do policial à paisana que estava no local.

  

Assaltante foi indiciado por tentativa de latrocínio contra Dayane Gomes, mãe de Débora
Reprodução

   

“Nós temos dois envolvidos. Então com relação ao Clemilosn a possibilidade de latrocínio. Com relação a segunda pessoa [policial à paisana] nós vamos analisar homicídio. Se é doloso ou culposo nós vamos concluir através das provas que estão nos autos. A perícia técnica está dando prioridade ao caso e tão logo a gente receba esse laudo nós já vamos ter um posicionamento em relação ao que aconteceu com a criança”, contou à TV Antena 10.

Segundo a delegada, os relatos dados pelo policial e mais detalhes sobre o caso correm sob segredo de justiça. Nathália Figueiredo disse ainda que o PM está colaborando com as investigações e se apresentou espontaneamente para a polícia.

“Ele já foi ouvido e por fazer parte do inquérito é sigiloso, mas de fato ele já foi ouvido. Ele apresentou espontaneamente a arma que ele teria utilizado. Ou seja, ele está colaborando com todo o transcurso da investigação”, informou.

A delegada relatou ainda que o prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias, podendo ser concluído antes ou ser pedido um pedido de dilação de prazo.

“Pode acontecer que a gente conclua inquérito antes dos trinta dias, mas se houver necessidade de mais diligências o código nos assegura o pedido de dilação de prazo. E aí caberá aos juiz estabelecer um novo prazo para a conclusão”, pontuou.

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Fonte: Portal A10+


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