EM DEPOIMENTO

PM nega embriaguez no dia do crime que resultou na morte de Débora Vitória em Teresina

Delegado Luccy Keiko conta que os depoimentos são conflitantes


O tenente da reserva da Polícia Militar, B.Filho, afirmou em depoimento prestado à Polícia Civil que atirou após os assaltantes terem disparado contra ele no caso que vitimou a criança, Débora Vitória, de 6 anos. O delegado-geral da PC, Luccy Keiko, conta que os depoimentos são conflitantes e que apenas a prova pericial poderá determinar de onde saiu o tiro que atingiu a criança. 

''Conversamos com a delegada que preside o inquérito, ela ouviu esse policial militar e disse que reagiu após o assaltante ter reagido contra ele. A mãe também foi ouvida e apresenta versão destoante. Nós vamos tentar agilizar para que o exame saia no prazo legal e que a gente possa concluir esse inquérito narrando perfeitamente as condutas'', disse o delegado à TV Antena 10. 

  

PM nega embriaguez no dia do crime que resultou na morte de menina em Teresina Reprodução

   

Em seu depoimento, o policial afirmou não estar alcoolizado. O delegado-geral conta que o maior conflito nos depoimentos está em quem teria atirado primeiro, chegando a atingir a criança. Dayane Gomes, mãe da vítima, relatou que o PM estaria alcoolizado no dia que efetuou os disparos.

''Esse fato ele nega. Ele nega essa versão de que estaria alcoolizado. A mãe fala que o policial atirou sem as devidas cautelas e que o suspeito não teria assaltado primeiro. Essa foi a principal diferença no depoimento de ambos'', encerra. 

O delegado relata que o projétil atingiu o tórax e ficou alojada no braço da criança, sendo retirado para exame de balística. Luccy Keiko alega que apenas o exame vai decretar como ocorreu a conduta do assaltante e se houve excesso na conduta dele.

Dez dias para que o exame seja apresentado. O delegado também afirma que a previsão é de cumprir o inquérito no prazo legal de 30 dias. Depois disso, os acusados serão indiciados. 

Entenda o caso

A menina estava na companhia da mãe, a manicure Dayane Gomes, quando ambas foram surpreendidas pelo criminoso em uma motocicleta que anunciou o assalto. Testemunhas relataram à policia que uma terceira pessoa teria visto a situação e reagido com disparos, momento em que se iniciou uma troca de tiros e as vítimas foram atingidas. O caso ocorreu no dia 11 de novembro.

  

"Tô sem chão, só quero justiça", desabafa mãe de criança morta em Teresina
Reprodução

   

Ainda na sexta-feira (11), um homem identificado apenas como Clemilson foi preso como principal suspeito de balear uma mulher e matar a filha dela, uma criança de apenas 6 anos. Dayane Gomes, mãe da criança, disse que o tiro que matou sua filha saiu da arma do policial. Ela pediu justiça pela morte da menina.

Matérias relacionadas

📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.

Fonte: Portal A10+


Dê sua opinião: