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O A10Cast, podcast da TV Antena 10, recebeu, neste sábado (10), Lena Parente, que é educadora, médica e mãe de 5 crianças. Durante a entrevista, ela abordou diversos temas dentre esses a educação do filhos, família e religiosidade.
Inicialmente, Lena destacou que a formação do caráter dos filhos começa em casa. "A família sim é a primeira educadora, a família que tem que formar as almas para o céu e aí, sim, é lógico que tem, vamos formar cidadãos sim, vamos formar cidadãos, mas isso não é o primeiro, não é a primeira coisa que a gente tem que formar, a gente tem que formar homens e mulheres de verdade.[...] Eles precisam ir aprendendo a se virar na vida, e a gente esquece disso no dia-a-dia, de ajudá-los a se tornarem pessoas adultas, esse é o nosso papel principal, ajudá-los a se tornarem pessoas adultas, honradas, corajosas e, sobretudo, tementes a Deus", explica.
Nesse contexto, ela detalha que sobre como essa educação pode impedir que essas crianças se tornem adultos infantilizados e frustrados. "Pessoas que não amadureceram, e adultos que sofrem muito e que vivem no estereótipo de pessoas felizes. A gente tá vivendo na história uma epidemia de saúde mental sem precedentes, nós estamos vivendo a geração mais triste, mais deprimida, mais ansiosa e mais infeliz que já existiu. A gente tem que tentar buscar as razões disso, porque muito disso vai fazer com que nós queiramos fazer a diferença conosco e com os nossos filhos", ressalta.
Dentre alguns fatores que impactam o amadurecimento das crianças, Lena cita o acesso precoce ao celular, TV e as redes sociais. A médica reforçou que seus filhos são educados "Sem Telas", com rotinas repletas de atividades ao ar livre, e que envolvam dinâmicas de aprendizado sobre diversos temas.
"A gente tem a entrada no cenário do celular, das redes sociais, a partir de 2010, e isso fez com que aumentasse de maneira muito alarmante os casos de ansiedade, depressão e suicídio entre os jovens. A gente começou a ver uma sociedade ficando mais violenta, as pessoas tendo menos acesso à rua, com menos liberdade, sendo educadas mais dentro de quatro paredes. [...] Quando a pessoa passa muito tempo conectada, muito tempo sem fazer nada, muito tempo vendo série, muito tempo deitada no sofá, aquilo traz um buraco no peito, e às vezes esse buraco não tem nome, ela só é uma infelicidade, e o que acontece? As pessoas vão se dopando do que você colocou, que é essa busca desenfreada pelo prazer, porque elas vão tentando preencher aquele buraco, aquele vazio existencial com celular", afirmou.

Dando continuidade, Lena Parente comentou sobre a raiz do amor e desamor iniciar na família. Nesse âmbito, há contribuição da religiosidade e a educação na escola. "A raiz do amor e desamor começa na família, e existem as outras instituições que reforçam a família. Tanto as religiões, mas, de fato, eu creio num único Deus, criador de todas as coisas e a escola, quando a gente tem essas três instituições ligadas com o mesmo objetivo, a gente se informa homens e mulheres virtuosos porque afastar-se desse propósito, dessa vida espiritual, é criar homens e mulheres como se fossem bichos, que vivem presos aos instintos, se sentir raiva, eu mato, se estar com fome, rouba. Não ter essa raiz na religião, não ter essa vida espiritual fecunda, não saber que o sofrimento pode dar frutos e, mesmo em meio ao sofrimento, a gente pode ser feliz, é criar homens e mulheres que se assemelham a bichos porque eles vivem presos e respondem aos instintos", detalhou.
Ainda durante a entrevista, a médica explicou sobre a importância da relação harmoniosa do casal para a família, mulheres no mercado de trabalho e deixou uma mensagem especial.
Fonte: Portal A10+