A mãe da pequena Débora Vitória aguarda pelo julgamento do tenente da Polícia Militar do Piauí, José da Cruz Bernardes Filho, acusado de disparar contra a menina durante uma tentativa de assalto em novembro de 2022, em Teresina, no Piauí.
A manicure Dayane Gomes, testemunhas e o policial chegaram a depor acerca do caso para a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal. "Eu afirmei que a bala que tinha atingido ela, tinha saído da arma do policial. E os exames comprovaram isso.[...] Faz dois anos e três meses e aqui estou esperando que o julgamento seja marcado porque até então tudo prova que foi ele, teve audiência de instrução, mas até agora a Juíza não marcou", disse a mãe da criança em reportagem especial do Cidade Alerta Piauí da TV Antena 10.
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A menina estava na companhia da mãe no bairro ilhotas, quando foram surpreendidas por um criminoso armado. O policial à paisana, que presenciou o crime, reagiu e disparou contra o assaltante. Na troca de tiros, mãe e filha foram atingidas. Mas Débora não resistiu aos graves ferimentos.
O assaltante foi preso, e a perícia confirmou que o tiro que matou a menina partiu da arma do policial, que acabou indiciado. No entanto, até hoje ele nunca foi julgado.
"Para mim, aconteceu tudo ontem. Eu nunca esqueço de tudo que passei, eu lembro de cada segundo do ocorrido. A demora foi grande para os exames, da investigação e agora do julgamento. Eu estou aqui esperando marcarem o julgamento", concluiu Dayane.
Em audiência, PM acusado de atirar em Débora Vitória negou crime
Audiência de instrução e julgamento do tenente da Polícia Militar do Piauí, José da Cruz Bernardes Filho, acusado de disparar contra a menina Débora Vitória durante uma tentativa de assalto em novembro de 2022, foi realizada, em setembro de 2023, na 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri. A mãe da criança, a manicure Dayane Gomes, testemunhas e o policial compareceram para depor acerca do caso para a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal.
José da Cruz Bernardes negou que estivesse sob efeito do álcool quando tentou intervir na ação criminosa Clemilson da Conceição Rodrigues, que foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão pela tentativa de latrocínio contra a manicure, além por crime de roubo. A defesa do PM ainda tentou adiar a audiência.
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Relembre o caso
Débora Vitória estava na companhia da mãe, a manicure Dayane Gomes, quando ambas foram surpreendidas por um criminoso em uma motocicleta que anunciou o assalto. Testemunhas relataram à polícia que uma terceira, o policial José da Cruz, teria visto a situação e reagido com disparos, momento em que se iniciou uma troca de tiros e as vítimas foram atingidas. O caso ocorreu no dia 11 de novembro e um projétil disparado pelo PM atingiu a menina.
Dayane, a mãe da menina, foi alvejada com um disparo de arma de fogo na região da coxa. Ela e a filha foram socorridas, mas a criança não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
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